As Melhores Espadas da Lenda de Zelda para a sua Coleção
O que se sente ao empunhar uma lâmina que atravessa eras e destinos? Imagine o brilho azul da Espada Mestra a refletir uma luz que não pertence a este tempo. Esse sentimento é o que tem capturado a saga The Legend of Zelda desde 1986: espadas que não só cortam inimigos, mas que cortam a própria história.
Neste artigo descobrirá a cronologia das espadas mais relevantes, a origem e a evolução da Espada Mestra, uma revisão técnica e narrativa de outras lâminas icónicas como a Goddess Sword e a Biggoron’s Sword, e um guia detalhado para colecionadores sobre réplicas, materiais e conservação. No final encontrará uma seleção de links com réplicas para explorar mais.
Cronologia das espadas empunhadas por Link
| Período/Jogo | Evento/Descrição |
|---|---|
| Origens | |
| Skyward Sword (2011) | A Espada Divina é forjada pela deusa Hylia e contém o espírito de Fay; temperada nas chamas sagradas das Deusas de Ouro, progride até se converter na Espada Mestra, capaz de repelir o mal; após vencer o Arauto da Morte os seus restos ficam selados na lâmina e a espada é depositada no pedestal do Templo do Presídio (futuras ruínas do Templo do Tempo). |
| Salto temporal e fratura da linha | |
| Ocarina of Time (1998) | Ao extrair a Espada Mestra do Templo do Tempo, Link fica selado durante sete anos e desperta como Herói do Tempo; a espada permite a passagem entre infância e idade adulta ao ser colocada ou retirada do pedestal; no final, a espada é devolvida e a linha temporal fractura-se em múltiplas realidades. |
| Linha temporal: Fracasso do Herói | |
| A Link to the Past (1991) | Primeira aparição da Espada Mestra dentro da série (em termos de lançamento); Link encontra-a na Floresta Perdida após reunir os três pendentes da virtude; pode ser melhorada por ferraria até espada temperada e espada de ouro; dispara raios de energia com saúde completa. |
| Oracle of Seasons / Oracle of Ages (2001) | A Espada Mestra aparece como a mais poderosa disponível mediante jogo vinculado; a sua origem parece distinta do canónico (melhoria da Espada Nobre), pelo que poderia ser uma arma diferente que partilha nome e forma. |
| A Link Between Worlds (2013) | Sequela de A Link to the Past: a Espada Mestra está na Floresta Perdida; Link obtém-na após reunir três pendentes e pode melhorá-la até três níveis com mineral mestre, mudando o seu poder e cor. |
| Linha temporal: Link Criança | |
| Twilight Princess (2006) | A Espada Mestra repousa nas ruínas do Templo do Tempo, na Floresta Sagrada; é essencial para quebrar a maldição do lobo e pode ser imbuída com a energia dos sóis artificiais para dissipar o Crepúsculo; design maior neste jogo. |
| Linha temporal: Link Adulto | |
| The Wind Waker (2002) | Selada sob o castelo de Hyrule durante o Grande Dilúvio; ao retirá-la, Link liberta o selo e o exército de Ganondorf; a espada perdeu temporariamente o seu poder para repelir o mal porque os sábios foram assassinados; Link restaura a sua força encontrando os descendentes dos sábios; é usada para petrificar Ganondorf. |
| Linha temporal: Desconhecida / Ramificação posterior | |
| Breath of the Wild (2017) | A Espada Mestra descansa na Floresta Kolog ao pé da Grande Árvore Deku; 100 anos antes Link empunhou-a e ficou danificada ao proteger Zelda; requer pelo menos 13 corações para ser obtida; não se parte, mas perde poder temporariamente e regenera-se; o seu ataque duplica-se perante a energia maligna (30→60), dispara raios com saúde completa e o seu alcance aumenta com mais corações; não é imprescindível para derrotar Ganon neste jogo. |
| Tears of the Kingdom (2023) | A Espada Mestra aparece danificada pela escuridão de Ganondorf; no passado é infundida com a luz divina de Zelda ao longo de éons, recuperando-se e atuando como símbolo da princesa; inflige dano adicional contra inimigos afetados pela aura maligna e pode fundir-se etereamente com outros objetos. |
| Outras espadas notáveis na cronologia de Link | |
| Espadas iniciais | Lâminas básicas com que Link costuma começar: Espada Kokiri (Ocarina of Time, Majora’s Mask), Espada de Madeira (vários), Espada do Recruta (Spirit Tracks), Espada do Lutador (A Link to the Past). Dano baixo e substituídas rapidamente. |
| Espadas com limitações | Razor Sword (Majora’s Mask) e Giant’s Knife (Ocarina of Time) oferecem muito dano mas partem-se após alguns golpes; a Razor Sword perde-se ao reiniciar o ciclo temporal em Majora’s Mask. |
| Espadas de nível médio e melhorias | White Sword (original), Picori Blade (The Minish Cap, base da Espada Quádrupla), Espada Nobre (Oracle of Ages/Seasons, pode lançar feixes); Espada Divina (precursora em Skyward Sword, melhora até a Mestra); Claymore da Guarda Real (BotW/ToTK) destaca-se por alto poder e dano maciço justo antes de se partir. |
| Espadas com habilidades únicas | Espada Quádrupla (Four Swords Adventures / The Minish Cap) divide Link em quatro para puzzles e combate; Espada de Oshus e Espada Fantasma (Phantom Hourglass) são as armas finais para derrotar Phantoms; Espada Lokomo (Spirit Tracks) similar à Espada Mestra de The Wind Waker e eficaz para atordoar Phantoms, permitindo a Zelda possuí-los. |
A Espada Mestra: anatomia de uma lenda
A Espada Mestra não é apenas uma arma; é um personagem mais na saga. Tem vontade, história e regras que a governam. Compreender a sua anatomia ajuda a entender por que os colecionadores e designers a elevam a ícone cultural.
Design e simbolismo: a sua lâmina costuma ser de um azul pálido com runas ou a Triforça gravada na guarda. A gema dourada e a curvatura do punho transmitem pureza e destino. Narrativamente, funciona como chave, selo e prova de dignidade.
Mecânicas comuns: em muitos títulos a Mestra tem dois atributos constantes: reconhece o seu portador e tem uma relação direta com o mal. Em entregas modernas o seu poder pode duplicar-se perto de energias malignas e, curiosamente, não se parte: esgota-se e renasce. Essa mecânica simboliza a ideia de que a justiça não pode destruir-se, apenas descansar.
Aparições canónicas chave: Skyward Sword estabelece a sua origem como Espada Divina; Ocarina of Time converte-a em chave temporal; A Link to the Past mostra-a como arma melhorável; Breath of the Wild apresenta-a como repousada e regenerativa; Tears of the Kingdom conecta-a com a luz de Zelda e a fusão etérea.

Outras lâminas que contam histórias
Além da Espada Mestra, Link portou armas que representam estações da sua viagem. Cada lâmina oferece um matiz da jogabilidade e do relato: força bruta, sacrifício, velocidade ou magia contida.
Goddess Sword (Espada da Deusa)
Origem e evolução: apresentada em Skyward Sword como a precursora da Mestra, a Goddess Sword progride com o jogador até se converter em algo mais. É delicada na sua estética mas carregada de significado, porque a sua transformação simboliza a forja do herói.

Biggoron’s Sword (Espada de Biggoron)
Poder bruto: a Biggoron’s Sword é a promessa de força desmesurada. Em jogos como Ocarina of Time o seu peso e dano fazem com que seja uma ferramenta para derrotar chefes, embora a sua limitação seja a mobilidade. Em termos de réplica, o seu tamanho é uma declaração: ocupa espaço e olha para quem entra no quarto.
Claymore da Guarda Real e mandobles
Em títulos recentes como Breath of the Wild e Tears of the Kingdom emergem mandobles com alto ataque mas menor utilidade em defesa. Estas armas refletem um design de risco/benefício: dano maciço em troca de velocidade e durabilidade.
Espadas iniciais e melhorias
As espadas básicas, como a Kokiri ou a Espada de Madeira, são importantes do ponto de vista narrativo: representam o começo da viagem. As versões melhoradas (White Sword, Espada Nobre, Espada Temperada) narram a progressão do herói através da mecânica.
Comparativa rápida de espadas icónicas
| Espada | Jogo destacado | Função na jogabilidade | Característica principal |
|---|---|---|---|
| Espada Mestra | Ocarina of Time / BOTW / ToTK | Arma principal e narrativa | Reconhece o portador; poder que varia com a maldade; não se parte. |
| Goddess Sword | Skyward Sword | Precursor narrativo | Evolui para a Mestra; ligada à origem divina. |
| Biggoron’s Sword | Ocarina of Time | Força bruta | Alto dano; tamanho imponente; sacrifica mobilidade. |
| Claymore Guarda Real | Breath of the Wild / ToTK | Mandoble de alto poder | Dano máximo antes de se partir; ideal para golpes finais. |
Réplicas e merchandising para a sua coleção
A réplica correta conecta história, artesanato e função. Ao avaliar uma réplica, há que considerar fidelidade estética, materiais e acabamentos. Procura uma peça para exposição ou uma réplica robusta para recriação? As respostas marcam a sua escolha.
Materiais e construção
Aço inoxidável, ligas temperadas, resina e madeira são os materiais habituais. Uma lâmina metálica bem temperada e uma guarda rebitada são sinais de qualidade em réplicas pensadas para durar. As variantes em resina ou foam são adequadas para cosplay, enquanto as réplicas de aço e madeira oferecem presença museográfica sem serem peças de museu.
Fidelidade ao design
Procure detalhes: gravuras, coloração do punho, incrustações de gema e a proporção entre lâmina e guarda. A Mestra, por exemplo, tem uma silhueta inconfundível; uma réplica convincente reproduzirá a curva da guarda e o padrão da Triforça.

Autenticidade e licenças
Existem réplicas licenciadas e outras que são inspirações não oficiais. Ambas podem ser excelentes, mas a licença garante um maior respeito pelo design original e, frequentemente, materiais superiores. Se a fidelidade histórica importa, priorize versões que declarem a sua origem ou que ofereçam documentação do fabricante.
Manutenção e conservação para colecionadores
Uma réplica bem cuidada envelhece melhor. Limpeza regular, proteção contra humidade e evitar a exposição prolongada ao sol preservam metais e pigmentos. Para lâminas metálicas recomenda-se um pano seco e uma ligeira camada de óleo protetor nos pontos de união; os punhos de madeira tratam-se com ceras específicas para madeira.
Armazenar: utilize suportes acolchoados ou capas internas, e evite o contacto direto com outras peças que possam causar arranhões. Uma lâmina que está cravada numa base durante anos pode desenvolver micromarcas; se expuser várias peças, deixe espaço entre elas.
Como avaliar uma réplica antes de comprar
- Fotografias detalhadas: procure imagens em alta resolução de vários ângulos.
- Materiais listados: fabricantes transparentes costumam indicar tipo de aço, revestimentos e madeiras.
- Opiniões e tempo no mercado: a experiência de outros colecionadores revela a consistência da qualidade.
- Política de garantia: um vendedor com garantia demonstra confiança no seu produto.
Aspectos narrativos que importam
Como objeto cultural, cada espada conta uma parte da lenda. A Mestra fala de destino; a Biggoron’s de sacrifício; a Goddess Sword de origem divina. Para um colecionador, entender essa narrativa adiciona valor intangível à peça: não coleciona apenas metal ou resina, coleciona o eco de uma epopeia.








