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Capacetes medievais: o guia definitivo para entender, escolher e conservar o seu elmo

Que guerreiro nunca sonhou em sentir o metal frio contra a testa antes de entrar em batalha? Um capacete medieval é mais do que uma peça de proteção: é uma declaração, um símbolo e uma obra de engenharia que encapsula séculos de inovação e estética bélica. Neste artigo irá descobrir a sua história, as variantes mais representativas, como eram fabricados, como escolher uma réplica funcional ou decorativa e como mantê-la para que conserve a sua força e a sua presença épica.

Evolução histórica dos capacetes e elmos medievais

Para compreender porque um elmo tem determinada forma, é preciso ler a sua história. Desde a necessidade de proteger a cabeça em combate até à integração estética com a armadura completa, cada mudança técnica respondeu a um desafio real no campo de batalha. Abaixo, encontra uma cronologia sintética que estabelece os marcos chave por ordem.

Época/Data Evento
Antiguidade tardia / Proto-história
Século X a.C. Capacete nasal Wenceslau. Uma réplica funcional baseia-se no original conservado em Praga; design atribuído a esta época.
Século IX a.C. Elmo nasal. Indica uma origem no século IX a.C.; (segundo as fontes) tornou-se arma defensiva predominante no século X e seria popular entre vikings e normandos.
Alta Idade Média (séculos IX – XII)
Século X Capacete nasal Wenceslau (réplica funcional). Réplica baseada no tipo de capacete referido a este período.
c. 1011 Elmo tipo ‘Chaleira’. Elmo de aço em forma de chapéu, usado na Alta Idade Média inicial.
Século XI Spangenhelm. Elmo germânico amplamente usado na Alta Idade Média; design de tiras metálicas reforçadas.
Século XI Bacinete (origens). Começa a desenvolver-se; será usado até ao primeiro terço do século XV.
Século XI Capellina / Chapéu de guerra / Capelina. Elmo em forma de chapéu de abas largas.
1050 – 1250 Período de evolução de capacetes da Alta Idade Média. Importante desenvolvimento tecnológico em design e fabricação de capacetes.
Plena Idade Média (finais do XII – XIII)
Finais do s. XII Cervoelleira (cervoilleira). Elmo hemisférico e ajustado, introduzido nos finais do s. XII; usado sozinho ou debaixo da cota de malha; precursor do bacinete.
Finais do s. XII Elmo fechado (grande elmo primitivo). Desenvolvimento tardio do s. XII que dará lugar ao grande elmo.
Finais do s. XII (c.1180) Grande elmo (heaume, elmo panela, cubo). Surge no contexto das Cruzadas; evolução desde o elmo nasal (variante de teto plano e perfil quadrado).
c. 1180 Capacete Medieval dos Cruzados. Tipologia inspirada nos elmos usados pelos cruzados por volta de 1180.
Séculos XII–XIII Elmo dos Cruzados. Uso e variantes funcionais deste período.
Século XIII Elmo de Castela. Capacete medieval em aço calibre 18, datado deste século.
c. 1240–1250 Cervoelleira. Exemplo representado na Bíblia Morgan, ilustrando o seu uso nesta época.
Baixa Idade Média (séculos XIV – finais do XV)
c. 1330 Bacinete. Elmo de ferro que cobria orelhas e pescoço; variante tipo “Sugar Loaf” (panela) datada por volta de 1330.
Séculos XIV–XV Bacinete. Muito difundido; forma de bacia que protege cabeça e pescoço e que evolui para capacetes com viseira móvel.
Século XIV Elmo baixo medieval com celada. Uso de celadas e desenvolvimento de variantes com viseira e cobertura da nuca.
Século XIV Capacete Kettle. Tipo de capacete documentado neste século.
Século XIV Bacinete alemão com visor. Exemplos “battle-ready” inspirados em designs do século XIV.
Finais do s. XIV – princípios do s. XV Hundsgugel. Capacete com proteção facial alongada e pontiaguda, adotado por cavaleiros que exibiam estatuto.
Princípios do s. XV Celada (sallet). Substitui o bacinete; protege a nuca com protuberância e tem visor móvel; aperfeiçoamento do bacinete.
c. 1407 Barbuta. Evolução italiana do bacinete com abertura facial em forma de T ou Y.
c. 1407 – 1440 Barbuta italiana funcional. Exemplo datado c. 1440 (peça da armadura Anvant do museu Kelvingrove, Glasgow).
Princípios do s. XV Almete. Capacete que cobre completamente cabeça e pescoço com viseira; aparição datada c. 1420, substituindo o elmo e a celada em algumas variantes.
Princípios do s. XV Elmo fechado. Elmo pesado do início do século XV, com proteção completa.
Princípios do s. XV Boca de Sapo (stechhelm). Elmo sem viseira usado principalmente em torneios.
c. 1480 Celada gótica funcional. Com viseira com pino, barbuqueiro e acolchoado interior (exemplos datados em 1480).
c. 1480–1490 Celada alemã e celada com viseira. Réplicas e peças datadas por volta de 1480-1490 mostram a evolução regional do sallet.
Finais do s. XV Armet. Capacete articulado e ajustado, obra-prima da forja de armaduras, com várias peças móveis para fecho total.
Renascimento e Idade Moderna inicial (séculos XVI – XVII)
Século XVI Borgoinhota (burgonet). Deriva da modificação radical da celada; popular nos séculos XVI e XVII; capacete redondo com bochecheiras e crista.
Princípios do s. XVI Morrião. Aparece no reino de Castela como evolução do capacete do s. XV; populariza-se nos séculos XVI e XVII, associado a conquistadores e à infantaria.
Séculos XVI–XVII Cabasset. Capacete simples em forma de pera, usado pela infantaria nos séculos XVI e XVII.
Observações regionais
1150 – 1230 d.C. Na Península Ibérica, há representações precoces de capacetes com proteção facial fechada anteriores a muitas das variantes que aparecem no resto da Europa (período 1150–1230 d.C.).

A cronologia ilustra como a função comanda a forma: quanto maior a ameaça de armas contundentes e projéteis, o capacete fecha-se e é reforçado; quando a mobilidade e a visão importam mais, os ferreiros abrem ranhuras e desenham viseiras. Esse “cabo de guerra” entre defesa e visibilidade define a morfologia de cada época.

Tipos essenciais e como identificá-los

Conhecer as famílias de capacetes permite-lhe “ler” uma peça de relance. Aqui estão os tipos mais influentes, a sua época e a sua função tática.

Tipo Época Proteção Visibilidade Uso recomendado
Spangenhelm Séculos V–XI Moderada (estrutura por tiras) Boa Guerrilha e cavalaria ligeira
Elmo nasal Séculos IX–XII Proteção frontal reforçada Excelente Combate a cavalo
Grande Elmo (heaume) Finais do XII–XIV Muito alta (face incluída) Reduzida Torneios e cavalaria pesada
Bacinete / Celada Séculos XIV–XV Alta Boa com visor levantado Batalha e guardas
Barbuta Século XV Alta Boa Cavalaria ligeira e nobres
Armet / Almete Finais do XV–XVI Máxima (articulados) Variável Cavalaria pesada e torneios

Como reconhecer uma réplica funcional de qualidade

  • Calibre e espessura do metal: Um aço de qualidade com espessura homogénea garante resistência sem excesso de peso.
  • Rebitagem e soldagem: Os rebites devem estar bem assentes e as soldas limpas.
  • Interior acolchoado: Um forro de couro ou tecido rebitado é sinal de funcionalidade real.
  • Acabamento e tempera: Um polimento correto e tratamento térmico controlado evitam fraturas por fadiga.

Casco vikingo funcional,
Capacete viking funcional, uma proteção essencial para os guerreiros nórdicos.

Materiais, técnicas e decoração: a arte da forja

A transição do bronze para o ferro e finalmente para o aço abriu um leque de possibilidades. O aço permitiu capacetes mais finos e resistentes. Os ferreiros usaram técnicas como o martelamento, a tempera e o repuxado para dar forma e reforço às placas.

A decoração não era mero capricho: gravuras heráldicas, dourados e esmaltes identificavam lealdades e patente. Mesmo as cimeiras tinham um propósito prático ao indicar hierarquias e servir como ponto de identificação no caos do combate.

Casco de arquero medieval
Capacete de arqueiro medieval

Procedimentos técnicos chave

  • Martelamento a quente: Para dar a curva e a resistência necessárias à cúpula do capacete.
  • Têmpera controlada: Endurece o aço em zonas específicas sem o tornar quebradiço.
  • Reposição e rebitagem: Soldagens e rebites bem executados mantêm a integridade estrutural.

Variações regionais e simbologia

O design dos capacetes reflete tradições locais. Na Escandinávia, predominaram capacetes com reforços nasais e máscaras parciais; no Mediterrâneo, preferiram-se formas cónicas e ornamentadas; na Europa ocidental, apareceu o grande elmo influenciado pela cavalaria feudal.

Para além do seu uso defensivo, os capacetes comunicavam estatuto. Gravações, colorações e cimeiras não eram apenas ornamentos: eram linguagem visual no campo de batalha.

Casco Mongol, siglo XIV
Capacete Mongol, século XIV

Como escolher o seu capacete: critérios práticos

Escolher um capacete depende do uso que prevê: exibição, recriação histórica, LARP, ou combate real. Aqui tem um guia passo a passo para decidir com critério.

  • Defina o uso: Para LARP procure segurança e leveza; para recriação histórica, autenticidade e materiais; para exibição, detalhes estéticos.
  • Material e acabamento: Aço temperado para uso funcional, aço polido ou decorado para exposição.
  • Tamanho e ajuste: Experimente o capacete com o acolchoamento que irá usar; um capacete solto gera pontos de impacto perigosos.
  • Visibilidade e ventilação: Equilibre proteção e visão de acordo com a sua disciplina.

Manutenção básica para que o seu capacete perdure

Um capacete bem cuidado conserva a sua integridade e a sua estética. Revise rebites, remova humidade, aplique óleo em peças metálicas não envernizadas e guarde com forro de algodão.

Acessórios e adaptações

  • Forros interiores: Acolchoamentos de couro ou tecido para ajustar o tamanho e absorver impactos.
  • Barbuqueiro: Indispensável em capacetes fechados para que a peça não se desloque.
  • Viseiras intercambiáveis: Úteis em réplicas funcionais para alternar proteção e visibilidade.

Comparativo prático: que capacete escolher de acordo com o seu uso?

Uso Tipo recomendado Vantagens Limitações
Recriação histórica (batalhas) Bacinete / Celada Bom equilíbrio entre proteção e mobilidade Pode exigir manutenção do visor
LARP / eventos Capacete leve ou réplicas acolchoadas Leveza e segurança Menor autenticidade histórica
Exibição Elmo decorado / Grande Elmo Impacto visual e detalhe Visibilidade reduzida
Torneios de combate histórico Armet / Almete Máxima proteção Preço e peso

Encontre o seu capacete medieval ideal

Bacinetes

Barbutas

Borgoinhotas

Celadas

Kettes-Capelinas

Morriões

Sallet

Spangenhelm

Elmos

Esclarecemos dúvidas sobre os capacetes medievais

Quais foram as técnicas mais inovadoras no fabrico de capacetes medievais?

As técnicas mais inovadoras no fabrico de capacetes medievais incluem o endurecimento seletivo de certas áreas para reforçar pontos críticos enquanto se mantinham outras partes flexíveis, o que otimizava a absorção do impacto. Também se avançou nas técnicas de união, passando de simples rebites a métodos mais elaborados para assegurar melhor a estrutura e a integração de elementos como a malha protetora na borda inferior para proteger pescoço e nuca. Na Baixa Idade Média, o uso de aço de alta qualidade e o processo de têmpera controlada permitiu capacetes mais resistentes e leves, juntamente com um martelamento e modelagem manual precisa para dar forma às placas. Além disso, desenvolveram-se viseiras móveis e sistemas de ventilação complexos para equilibrar proteção, visão e conforto. Finalmente, a personalização e o ajuste perfeito ao portador eram elementos chave, alcançados graças a medições precisas e técnicas especializadas de forja como o repuxado, a soldagem, o polimento e a tempera.

Como as diferenças culturais influenciaram o design dos capacetes medievais?

Capacete con nasal y cimera plana
Capacete com nasal e cimeira plana

As diferenças culturais influenciaram o design dos capacetes medievais adaptando a sua forma, materiais, decoração e funcionalidade às tradições, técnicas de combate e recursos disponíveis em cada região. Por exemplo, os capacetes escandinavos tinham proteções oculares distintivas, enquanto os do Mediterrâneo oriental usavam formas cónicas e decorações detalhadas, refletindo estilos e simbolismos próprios de cada cultura. Além disso, o design integrava elementos heráldicos e simbólicos que indicavam patente e estatuto social, mostrando que os capacetes não eram apenas proteção, mas também um reflexo cultural e social. Estas diferenças resultaram da interação entre técnicas militares específicas e tradições artísticas regionais, bem como da disponibilidade de materiais e conhecimentos metalúrgicos em cada área.

Que materiais eram comummente utilizados na construção de capacetes medievais?

Os materiais comummente utilizados na construção de capacetes medievais foram principalmente ferro e aço. Durante a Idade Média, os ferreiros trabalhavam com ferro de boa qualidade e desenvolveram técnicas de endurecimento seletivo para reforçar certas áreas do capacete, equilibrando proteção e flexibilidade. Também se usava malha metálica para a proteção do pescoço e da nuca, cujos anéis se rebitavam ou soldavam cuidadosamente para dar estabilidade. Embora em recriações modernas se possam usar materiais leves ou sintéticos, historicamente o metal era essencial para a funcionalidade e durabilidade do capacete.

Como evoluíram os capacetes medievais ao longo da Idade Média?

Os capacetes medievais evoluíram desde designs simples e abertos até estruturas completamente fechadas e reforçadas. Inicialmente, durante a Alta Idade Média, usavam-se capacetes como o elmo nasal, com uma barra protetora para o nariz e frequentemente combinados com cotas de malha para proteger pescoço e garganta, privilegiando mobilidade e visibilidade. Posteriormente, com o auge da cavalaria pesada na Plena Idade Média, surgiram capacetes mais pesados e envolventes como o elmo de cubo e o grande elmo, que ofereciam proteção total do rosto e da cabeça, sacrificando algo de visibilidade e leveza. Ao longo do tempo, a melhoria em técnicas de forja e a disponibilidade de aço permitiram estes avanços, refletindo a necessidade de se protegerem melhor face a armamento cada vez mais letal e sofisticado.

Que características distintivas tinham os capacetes vikings?

Os capacetes vikings caracterizavam-se por serem feitos principalmente de ferro, com uma construção robusta orientada à proteção prática em combate. Entre as suas características distintivas mais notáveis estão as seguintes:

  • Tinham uma cúpula redonda que cobria a cabeça, frequentemente com uma crista reforçada que cruzava longitudinal e transversalmente para maior resistência estrutural.
  • Incorporavam um protetor nasal de ferro que protegia a parte central do rosto sem obstruir a visão nem a respiração.
  • Alguns, como o famoso capacete de Gjermundbu, incluíam uma máscara facial parcial que cobria olhos e nariz, adicionando proteção extra.
  • O design procurava um equilíbrio entre leveza e resistência, com forro interior de couro ou tecido para amortecer golpes e melhorar o conforto.
  • Ao contrário do mito popular, não tinham chifres; estes eram uma invenção posterior na cultura popular.
  • Em alguns casos, a decoração com bronze ou gravuras indicava o estatuto social ou militar do portador, mas sempre mantendo a funcionalidade.

Em resumo, os capacetes vikings eram peças práticas e sóbrias, desenhadas para proteger eficazmente em combate combinando simplicidade estrutural, reforços estratégicos e certa ornamentação identificativa.

Tipo de óleo Características principais Uso recomendado
Óleo mineral Alta penetração, não se degrada nem atrai sujidade Proteção regular e manutenção
Óleo de camélia Natural, livre de ácidos, não volátil Proteção antioxidante, lubrificação
Massa de lítio Densa, duradoura, não se evapora Armazenamento prolongado, proteção
Óleo mineral
  • Características principais: Alta penetração, não se degrada nem atrai sujidade
  • Uso recomendado: Proteção regular e manutenção
Óleo de camélia
  • Características principais: Natural, livre de ácidos, não volátil
  • Uso recomendado: Proteção antioxidante, lubrificação
Massa de lítio
  • Características principais: Densa, duradoura, não se evapora
  • Uso recomendado: Armazenamento prolongado, proteção

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Um capacete medieval conta histórias: de batalhas ganhas, de postos defendidos e de artesãos que transformaram metal em lenda. Se o atrai a autenticidade, procure peças com técnicas históricas; se prefere participar em eventos, priorize a segurança e o conforto. Em qualquer caso, um capacete bem escolhido e cuidado irá conectá-lo com o passado de uma maneira tangível e emocionante.